terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pernambuco lidera com cidades pobres no G100 e Santa Cruz do Capibaribe é a 18º do ranking

Pernambuco é o Estado com o maior número de cidades dentro da lista do g100, na qual estão contemplados os 100 municípios com mais de 80 mil habitantes e as menores rendas per capita do Brasil. Elaborada pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), a lista será lançada na próxima quarta-feira (26) e inclui 12 municípios pernambucanos. No Brasil, estima-se que 21,7 milhões de pessoas vivem nas cidades listadas no ranking.

Em Pernambuco, as cidades incluídas foram São Lourenço da Mata (10º), Abreu e Lima (14º), Paulista (16º), Olinda (24º), Jaboatão dos Guararapes (39º), Igarassu (62º) e Camaragibe (73º), na Região Metropolitana; Santa Cruz do Capibaribe (18º), Vitória de Santo Antão (20º), na Zona da Mata, Caruaru (63º) e Garanhuns (57º), no Agreste, e Petrolina (87º), no Sertão.

Esses municípios são tornam mais dependentes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cuja arrecadação tributária, que vem principalmente do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda (IR), foi limitada devido à redução do IPI, medida tomada pelo Governo Federal no ano passado para estimular o consumo.

Um levantamento revela que, nos municípios pernambucanos presentes na lista, ocorrem uma média de 37,8 homicídios para cada 100 mil habitantes, índice três vezes maior do que o considerado "epidêmico" para a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o órgão, um município vive uma epidemia de homicídios quando ultrapassa uma taxa de 10 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

Nas localidades do ranking, a porcentagem da população num estado de extrema pobreza chega a ser o dobro em comparação com os municípios cuja população é superior a 80 mil habitantes e que não se encontram na listagem. Além disso, a arrecadação de impostos das cidades do g100 representa apenas 27,4% do que as de mesmo porte em termos de população recolhem.

Fonte: Amambai Notícias
Foto: Arnaldo Viturino


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Censo IBGE: dos 50 municípios mais pobres, 32 estão no Maranhão


Menor renda foi registrada em Belágua (MA), cujo valor é R$ 147.70.


A divulgação dos dados do Censo Demográfico do IBGE revela como se comportou a desiqualdade social no Brasil de 2000 a 2010 - período em que a renda média do brasiliero subiu 3% em cidades paulistas e 46% em cidades maranhenses. Mesmo assim, dos 50 municípios mais pobres do Brasil, trinta e dois (32) estão localizados no Maranhão. A menor renda foi registrada em Belágua (MA), cujo valor é R$ 147.70.

Entre 2004 e 2009, o índice de pobreza extrema no Maranhão teve redução de 46%, período que compreendeu os governos José Reinaldo Tavares e Jackson Lago.

A pesquisa  da renda domiciliar per capita também aponta que o Distrito Federal tem a maior renda per capita, com R$ 1.774. Contudo, entre os municípios, Niterói (RJ) é o primeiro, com R$ 2.031, 18. O Estado com menor renda per capita é o Maranhão, com uma média de R$ 405, que também angariou a primeira colocação entre os municípios com a menor renda: Belágua.
 

Veja a relação dos 15  municípios brasilieros com as menores rendas  - Fonte IBGE.

 

1 - Belágua (MA) R$ 146,70

2 - Marajá do Sena (MA) R$ 153,47

3 - Cachoeira do Piriá (PA) R$ 163,65 

4 - Fernando Falcão (MA) R$ 166,73

5 - Matões do Norte (MA) R$ 170,76

6 - Melgaço (PA) R$ 172,28

7 - Assunção do Piauí (PI)  R$ 174,44

8 - Milagres do Maranhão (MA) R$ 175, 99

9 - Satubinha (MA) R$ 177, 11

10 -  Bagre (PA) R$ 178,04

11 - Cachoeira GRande (MA) R$ 180,02

12 - Santo Amaro do Maranhão (MA) R$ 181,08

13 - São Roberto (MA) R$ 181,77

14 - Ipixuna (AM)  R$ 181,98

15 - Presidente Juscelino (MA) R$ 182,18

 

Fonte: IBGE / Folha Online