quinta-feira, 17 de outubro de 2013

“Temos que ter um candidato a estadual e outro a federal. O que for rebelde, que não quiser aceitar, vai ter que sair numa terceira via”, dispara José Augusto Maia

O deputado federal José Augusto Maia (PROS) fez duras críticas às posições políticas adotadas por Ernesto Maia (PSL) e por Toinho do Pará (PHS) em saírem com projetos independentes para a disputa ao cargo de deputado estadual em 2014.

“Eu não acredito que essa coisa de Ernesto dizer “Que sou (candidato a estadual) e não abro”… Será que Ernesto tem toda essa bagagem para dizer isso?! Toinho do Pará, da mesma forma, dizer que “sou (candidato a estadual) e não abro” (…). Eu nunca disse isso. Eu tenho certeza que, na hora que sentarmos afinal, temos que sentar e mostrar os prós e os contras de como vamos resolver”.


Completando seu desabafo, José Augusto disparou: “O que for rebelde, que não quiser aceitar, que me desculpe, mas vai ter que sair numa terceira via porque assim não somos grupo, não somos liderança, não somos nada”.

Ainda na entrevista, o deputado falou de sua força no grupo e que já poderia ter acabado com as pretensões políticas dos pré-candidatos, mas que levará o projeto de reeleição adiante buscando a sonhada unidade do grupo.

“Eu poderia, até agora, ter dito que sou candidato a deputado estadual e acabou-se; todo mundo vá embora, se vire, porque eu tenho uma eleição praticamente garantida. Eu vou no sacrifício pra ser federal sabendo das dificuldades para que a união do grupo aconteça. Eu que poderia, como grande líder, fazer e não estou fazendo. Cada um que pare para pensar”.

“Isso pode prejudicar também a minha eleição, eu não ser eleito. Por isso que se tem que pensar em grupo”

No ponto mais forte do tema, José Augusto destacou que Santa Cruz tem o potencial de fornecer 70% ou mais dos votos para a eleição de um deputado estadual e outro federal, mas citou o que pode acontecer caso essa divisão do grupo continue em 2014.

“Sem unidade aqui, vai ser difícil para os dois ou três que saírem a estadual. Na minha concepção, eu acredito que nenhum se elege se for sair dois ou três. Eu conheço o quadro de Pernambuco e isso pode prejudicar também a minha eleição, eu não ser eleito. Por isso que se tem que pensar em grupo”, desabafou, completando que sua história política tem que ser levada em consideração por todos.

Fonte: Blog do Ney Lima